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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Nerd-Loids no Anime Heroes!!


Nerd-Loids no Zombie Walk RJ 2012


FILLER


Considerando que os animes mais assistidos e que, normalmente, tornam-se sucesso entre os otakus são os Shonen, podemos dizer claramente que esse estilo de anime já está virando um sinônimo de Filler. Acho que todo mundo já sabe aqui o que é Shonen e o que é Filler, mas eu vou explicar pela enésima vez só pra não restarem dúvidas:

Shonen

Mangás e Animes voltados para o público jovem masculino (Tradução literal do japonês: Menino), mas que também podem interessar à garotas e crianças, já que normalmente possuem histórias envolventes, com ação, superação, perseverança, amizade, humor e até um pouco de romance.
Filler

Tramas no anime que não existem no mangá (Tradução literal do inglês: Enrolação). É um termo criado por americanos para indicar que os fatos e acontecimentos de um anime não fazem parte da história do mangá, que no caso é considerada a história original, já que reproduz os pensamentos diretos do autor.

A maioria dos mangás de sucesso tornam-se animes (e até os que não fazem muito sucesso também, já que isso ainda é muito lucrativo no Japão). E, normalmente, esses mangás de sucesso possuem histórias incrivelmente longas. Por causa disso, os animes acabam sendo lançados antes da história acabar e, por causa de sua velocidade, quase sempre conseguem alcançar os mangás, pois para cada episódio no anime são necessários de três à quatro capítulos de mangá. Tá, tá, mas isso todo mundo já sabe, certo? É aí que vem o novo!
Existem vários tipos de Filler e motivos para que eles aconteçam, acredite. Não é só algo que eles colocam para que a série dê mais lucro (é claro que isso também acontece às vezes), muitas coisas podem estar envolvidas com ele.

# O primeiro tipo de Filler: é aquele que cria uma trama no meio de outra, fazendo com que elas se interlassem e a história no anime fique completamente diferente no mangá. Como exemplo disso podemos dizer as pequenas tramas que aparecem no anime Naruto Shippuuden, de Masashi Kishimoto. Quem acompanha a série, percebe que vários pequenos arcos fillers são colocados no meio da história central, de forma que o mangá tenha mais tempo para se desenvolver, dando tempo também aos estúdios que produzem a animação trabalharem com melhor qualidade.
# O segundo tipo de Filler: é aquele que para completamente a história em certo ponto, conta outra história completamente diferente e o recomeça depois de alguns (ou vários) episódios. Esse tipo acontece com o anime Bleach, de Tite Kubo, onde arcos fillers foram inseridos no meio de batalhas importantes para a série, com o objetivo de desafogar o lançamento dos capítulos de Mangá com os episódios do Anime, que estavam muito próximos.

# O terceiro tipo de Filler: é um pouco mais incomum, mas também pode acontecer com certa freqüência. Nesse tipo, normalmente, a história principal é conectada com outra, mas essa não necessariamente vai afetar a original (nossa, que complicado…). É o que acontece com animes como Saint Seiya, onde foi inserida uma temporada filler entre a primeira e segunda temporada, de forma que a série se extendeu por vários episódios que tinham certa ordem cronológica, mas não afetaram diretamente a história principal (não que a principal fizesse muito sentido).
# O quarto tipo de Filler: é bastante comum em histórias longas sem um final previsível, onde são colocadas tramas à parte logo no início do anime com o objetivo apenas de apresentar melhor ou fazer com que os espectadores gostem mais dos personagens da série. Isso aconteceu com Fairy Tail e Katekyo Hitman Reborn, onde algumas tramas fillers foram colocadas apenas para que os fãs pudessem se acostumar melhor com os personagens (vamos deixar os cortes e edições para uma outra matéria).
 
# O quinto tipo de Filler: é quando são inseridos personagens fillers em um anime, de forma que eles podem até ter importância na série, mas no final das contas, acabam não influenciando muitas coisas. Apesar de não ser um exemplo correto, podemos citar Card Captor Sakura (antes que me massacrem por causa dessas palavras, explico que não é um exemplo correto porque o mangá de Sakura teve diversas adaptações para se tornar um anime shoujo, pois várias coisas tiveram que ser censuradas ou amenizadas). No anime de Sakura, temos a personagem Meiling, que não existe no mangá. Não se sabe ao certo porque ela foi criada, mas ela teve uma participação importante na série, mesmo não influenciando muito no final das contas.
Mas por pior que possa ser os fillers podem realmente ser interessantes e fazer com que o público goste da trama inserida no meio da série original.
Alguns fatos acontecem isoladamente, como é o caso de Katekyo Hitman Reborn, nas sagas dos Arcobalenos e da Primeira Geração, e em Naruto Shippuuden, no caso da história mais bem trabalhada de Jiraya. Algo que me chamou atenção nessas duas fases foi a grande aceitação do público e o fato de que os autores das séries estiveram diretamente envolvidos com elas. É claro que nem sempre é assim, como é o caso de Bleach, onde o próprio autor desenhou os personagens do arco filler “Shuusuke” e o público simplesmente odiou os episódios que o arco durou.
Já está claro que os fillers só são aceitos pelo público em casos isolados, porém eles são necessários aos animes para que ele não pare de ser exibido para dar tempo ao autor do mangá desenvolver as tramas. O fato é que se não existissem fillers, todos teríamos ficado um bom tempo sem ver novos episódios de Naruto, Bleach, Katekyo Hitman Reborn, Saint Seiya e outros animes.

Talvez seria melhor? Provavelmente sim, pois a expectativa seria maior, mas tem também aquela história “Em time que está ganhando não se mexe.”. Os japoneses estão ganhando dinheiro com a série, se ela deixar de ser exibida por lá, quanto dinheiro não deixará de entrar nos caixas das empresas por causa do patrocínio perdido? Sim, infelizmente vivemos numa sociedade capitalista e temos que aceitar isso. Lá, as reprises não tem tanto efeito como tem aqui (para nós, mais velhos, o efeito é negativo, mas para os mais novos, não é tão negativo assim).
Agora, se você definitivamente não gosta de fillers, faça como eu: simplesmente não assista, existem centenas de outros animes circulando pela internet… É só procurar uma lista de Top10 que você vai encontrar animes realmente bons para assistir e, mesmo sem gostar muito de fillers, eu recomendo: tem alguns que são muito bem feitos.

Filler são ruins, mas sem eles provavelmente passaríamos um bom tempo sem ter notícias de nossos animes preferidos. É como dizem: “Ruim com eles, pior sem eles.”

@Coelho